segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Espírito Santo, vinde
Falar em mim
Espírito Santo, vinde
Orar em mim

Vinde curar, vinde libertar.Nossos corações de toda opressão Vinde transformar, vem incendiar Traz fogo do céu nesse lugar...

Incendeia minha alma!

ORAÇÃO AJUDA-ME SENHOR



Ajudai-me, Senhor, a amar como Tu me amas e a compreender como Tu me compreendes.

Ensina-me, Senhor, a aceitar os outros como Tu me aceitas, respeitando-os como Tu me respeitas e suportando-os com paciência, com Tu me suportas com paciência infinita.

Ajuda-me, Senhor, a perdoar como Tu me perdoas e a fazer pelos outros todo o bem que fazes por mim.

Senhor, Tu que me aceitas como eu sou, ajuda-me a ser o que Tu queres que eu seja, Tua semelhança no amor.

Transforma o meu coração para que ele seja bom, justo, manso, paciente, compreensivo, generoso, tolerante e cheio de misericórdia, para que através do meu amor humano, semelhante ao teu, eu possa levar ao meu irmão a alegria, a paz, o consolo, a esperança, o perdão e a salvação do Teu amor Divino. Amém!

MARIA É A MÃE DA IGREJA


maria-2Maria é a Mãe da Igreja por ser a Mãe de Cristo, Cabeça da Igreja, que é o seu Corpo Místico, Maria é também Mãe da Igreja. Durante o Concílio Vaticano II, o Papa Paulo VI declarou solenemente que:
‘Maria é Mãe da Igreja, isto é, Mãe de todo o povo Cristão, tanto dos fiéis como dos pastores’ (21/11/64). Em 30/06/68, no Credo do Povo de Deus, ele repetiu essa verdade de forma ainda mais forte: “Nós acreditamos que a Santíssima Mãe de Deus, nova Eva, Mãe da Igreja, continua no Céu a sua missão maternal em relação aos membros de Cristo, cooperando no nascimento e desenvolvimento da vida divina nas almas dos remidos”.
A presença da Virgem Maria é tão forte e indissociável do mistério de Cristo e da Igreja, que Paulo VI no discurso de 21/11/64 afirmou que:  “O conhedimento da verdadeira doutrina católica sobre a Bem” aventurada Virgem Maria continuará sempre uma chave para a compreensão exata do mistério de Cristo e da Igreja”. Conhecer Maria “segundo a doutrina católica”  é conhecer Jesus e a Igreja, pois Maria foi peça chave, indispensável, no Plano de Deus para a Redenção da humanidade. “Na plenitude dos tempos, Deus mandou o seu Filho, nascido de uma mulher,… para que recebêssemos a adoção de filhos” (Gal 4,4).
Ou como diz o Símbolo Niceno Constantinopolitano, falando de Jesus: O qual, por amor de nós homens e para nossa salvação desceu dos céus e se encarnou pelo poder do Espírito Santo no seio da Virgem Maria. Desde os primeiros séculos do Cristianismo Maria é reconhecida e chamada pelos cristãos de Mãe de Deus Theotokos. Desde o final do século dois, os cristãos do Egito e do norte da Africa, onde havia mais de 400 comunidades cristãs, já a invocavam como Mãe de Deus, na oração que talvez seja a mais antiga que a Igreja conheça: Debaixo de Vossa proteção nos refugiamos Santa Mãe de Deus, não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, Virgem gloriosa e bendita. Para cumprir a missão extraordinária de Mãe de Deus, Maria foi enriquecida por Deus com todas as graças, e de modo especialíssimo com a graça de nunca conhecer o pecado: nem o original e nem o pessoal. Foi concebida no seio de sua Mãe, santa Ana, sem a culpa original.
O dogma da Imaculada Conceição de Maria, reconhecido pela Igreja desde os primeiros séculos, foi proclamado solenemente pelo Papa Pio IX, em 8/12/1854, através da Bula “Ineffabilis Deus” : Nós declaramos, decretamos, e definimos que … em virtude dos méritos de Jesus Cristo … a bem aventurada Virgem Maria foi preservada de toda mancha do pecado original no primeiro instante de sua conceição… Nas aparições a Santa Catarina Labouré, em Paris, em 1830, Maria ensinou lhe a conhecida oração que foi cunhada na Medalha Milagrosa: “Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós.”
Em 1858, quatro anos após a solene declaração do Papa Pio IX, Ela mesma revelou seu nome a Santa Bernardete, em Lourdes: Eu sou a Imaculada Conceição. Por isso, o último santo Concílio a chamou de: Mãe de Deus Filho, e, portanto, filha predileta do Pai e sacrário do Espírito Santo (LG, 53). E ainda registra o Santo Concílio Vaticano II que: Com este dom de graça sem igual, ultrapassa de longe todas as outras criatura celestes e terrestres (idem). E repete as palavras de Santo Agostinho: Verdadeiramente mãe dos membros de Cristo … porque com o seu amor colaborou para que na Igreja nascessem os fiéis, que são membros daquela Cabeça. E mais: Por esta razão é também saudada como membro supereminente e absolutamente singular da Igreja, e também como seu protótipo e modelo acabado da mesma, na fé, e na caridade; e a Igreja católica, guiada pelo Espírito Santo, honraa como Mãe amantíssima, dedicandolhe afeto de piedade filial (LG,53). E o Sagrado Concílio reconhece que Maria: … na Santa Igreja ocupa o lugar mais alto depois de Cristo e o mais perto de nós(LG,54).
Maria é aquela Mulher que atravessa toda a história da salvação  do Gênesis ao Apocalipse. Ela é a Mulher que vence a Serpente, que havia vencido a mulher: “Porei odio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar ” (Gen 3,15). Quando Jesus chama a sua Mãe de Mulher, é para nos indicar quem é a grande Mulher predileta de Deus: Jo 2,4  Mulher, isto compete a nós ? Minha hora ainda não chegou. Jo 19,26  Mulher, eis aí teu filho. Maria é a Virgem que o profeta anunciou que haveria de conceber e dar à luz um Filho, cujo nome é Emanuel (cf Is 7,14; Mq 5,23 ; Mt 1,2223). Pela primeira virgem entrou o pecado na história dos homens, e com ele a morte (Rom 6,2); pela nova Virgem entrou a salvação e a vida eterna. Foi ela quem deu a carne ao Filho de Deus, para que mediante os mistérios da carne libertasse o homem do pecado (LG,55). Sem isto Cristo não poderia ser o grande e eterno Sacerdote da Nova Aliança.
Eis aí o papel indispensável de Maria. Como diziam os Santos Padres: Maria não foi instrumento meramente passivo nas mãos de Deus, mas cooperou na salvação dos homens com fé livre e com inteira obediência (LG, 56). Quis, porém, o Pai das misericórdias que a Encarnação fosse precedida da aceitação por parte da Mãe predestinada, a fim de que, assim como uma mulher tinha contribuído para a morte, também outra mulher contribuísse para a vida (idem).
Os Santos Padres disseram:
O laço da desobediência de Eva foi desfeito pela obediência de Maria; o que a virgem Eva atou com sua incredulidade, a Virgem Maria desatou pela fé (S. Ireneu).
E ainda, disse S. Jerônimo :
A morte veio por Eva, a vida por Maria.
A união de Maria com Jesus, na obra da Redenção, acontece desde a Encarnação até o Calvário. Assim foi na visita a Isabel (Lc1, 4145), no nascimento na gruta de Belém, na apresentação no Templo diante de Simeão (Lc 2, 3435), no encontro entre os doutores (Lc 2, 4151). Na vida pública de Jesus, Maria logo se manifesta nas bodas de Caná, antecipando a hora dos milagres (Jo 2,11), revelandose a mãe de misericórdia e intercessora nossa. Durante a pregação de Jesus, recolhia as suas palavras e guardava tudo no coração (Lc 2,19 e 51). E assim ela foi avançando no caminho da fé e manteve fielmente a sua união com o Filho até a cruz, onde estava, por vontade de Deus, de pé (Jo 19,25), oferecendoo ao Pai por cada filho. Com Jesus ela sofreu profundamente. Como disse alguém, Jesus sofreu a Paixão, Ela a compaixão. A espada predita por Simeão atravessoulhe inteiramente a alma.
Assim se expressou o Santo Concílio :
Sofreu profundamente com o Unigênito e associouse de coração materno ao seu sacrifício, consentindo amorosamente na imolação da vítima que ela havia gerado; finalmente, ouviu estas palavras do próprio Jesus Cristo, ao morrer na cruz, dandoa ao discípulo por Mãe: mulher, eis aí o teu filho (Jo 19,2627),(LG,62). Após a Ascensão do Senhor ao céu vemos Maria com os seus discípulos, aguardando a vinda do Prometido do Pai, implorando com suas orações a chegada do Espírito Santo :Todos eles perseveravam unanimemente na oração; juntamente com as mulheres, entre elas Maria, mãe de Jesus, e os irmãos dele (At 1,14). E, finalmente, terminando a sua vida terrena, ela que fora preservada de toda mancha do pecado, Foi levada à glória celeste em corpo e alma, e exaltada pelo Senhor como Rainha do Universo, para que se parecesse mais com o seu Filho, Senhor dos Senhores (cf Ap 19, 16) e vencedor do pecado e da morte (LG 59).
Maria não substitui a Mediação única de Cristo diante do Pai.
São Paulo deixou claro:
Porque há um só Deus, também há um só mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, verdadeiro homem que se ofereceu em resgate de todos (1 Tm 2,56). A função maternal de Maria acontece por livre escolha de Deus e não por necessidade intrínseca e se realiza pelos méritos de Cristo e de sua mediação única, e dela depende absolutamente em toda a sua eficácia; isto é, sem o sacrifício redentor de Cristo, a função de Maria como medianeira, não seria possível. Portanto, Maria, longe de impedir o contato dos seus filhos com o Filho, o facilita ainda mais. Logo, Maria jamais substitui a única e indispensável mediação de Jesus diante do Pai, mas coopera com ela para o bem de seus filhos.
No céu  garante a Igreja  Maria continua a sua missão de Intercessora para obternos os dons da salvação eterna. Com seu amor de Mãe, cuida dos irmãos de seu Filho, que ainda peregrinam e se debatem entre perigos e angústias, até que sejam conduzidos à Pátria feliz (LG, 62). Sem nada diminuir ou acrescentar à exclusividade de Cristo, Mediador único, Maria é invocada pelos seus filhos com os títulos de Advogada, Medianeira, Auxiliadora dos Cristãos, Refúgio, Consoladora, Porta do Céu, e muitos outros. Por todas essas razões a Igreja presta, e sempre prestou, um culto especial a Maria, Mãe de Deus.
Não um culto de adoração (latria), que só é devido a Deus (Pai, Filho e Espírito Santo), mas um culto de hiperveneração (hiperdulia). O Sagrado Concílio ensina deliberadamente essa doutrina católica e exorta ao mesmo tempo todos os filhos da Igreja a que promovam dignamente o culto da Virgem Santíssima, de modo especial o culto litúrgico; e que tenham em grande estima as práticas e os exercícios de piedade que em sua honra o magistério da Igreja recomendou no decorrer dos séculos (LG, 67).
E o santo Concílio adverte :
Recordemse os fiéis de que a devoção autêntica não consiste em sentimentalismo estéril e passageiro ou em vã credulidade, mas procede da fé verdadeira que nos leva a reconhecer a excelência da Mãe de Deus e nos incita a um amor filial para com a nossa Mãe, e à imitação das suas virtudes (LG, 67).
A Virgem Maria sempre deu provas claras do seu amor maternal à Igreja, especialmente nos momentos em que esta foi ameaçada.
Quando, por exemplo, em 1571, a civilização cristã estava em risco na Europa, devido ao ameaçador avanço dos mulçumanos, o Papa S. Pio V implorou a proteção de Maria em favor do povo cristão, pedindo que a Virgem afastasse, de uma vez por todas, os perigos do islamismo.
No dia 07/10/1571, na grande e decisiva batalha de Lepanto, na Grécia, as tropas dos príncipes cristãos venceram definitivamente os turcos otomanos.Para agradecer à Mãe da Igreja essa vitória insígne, o Papa mandou incluir na Ladainha Lauretana a invocação, Auxiliadora dos Cristãos, Rogai por nós, e definiu o dia 7 de Outubro como o dia de Nossa Senhora do Rosário, em agradecimento e homenagem à proteção dada à Igreja.
Outro fato marcante da providência da Mãe e Auxiliadora, se viu quando o imperador Napoleão Bonaparte mandou prender o Papa Pio VII, que não quis aprovar a anulação do seu casamento com Josefina. Na noite de 5 a 6 de julho de 1809 Napoleão mandou prender o Papa em Savona (Itália do Norte), que foi submetido a vexames por parte do imperador. Em 1812 o Papa foi transferido para a cadeia de Fontainebleau perto de Paris. Em todo o seu sofrimento o Papa se recomendou aos cuidados de Nossa Senhora, Auxiliadora dos Cristãos. Em 10/03/1814, já vencido pelos inimigos, Napoleão deu liberdade ao Papa, que neste dia partiu para Roma, onde chegou em 24 de maio, passando por Savona. Nesta cidade coroou Nossa Senhora com uma coroa de ouro, em agradecimento de sua libertação. No dia 24 de maio, ao chegar em Roma, instituiu a festa de Nossa Senhora Auxiliadora, dia do seu regresso a Roma.
Poucos dias depois, em 11/04/1814, no mesmo Castelo de Fontainebleau, onde mandara prender o Papa, Napoleão era obrigado a abdicar do trono da França. Em 18/06/1815 era vencido na batalha de Waterloo e deportado para a ilha de Santa Helena.
Gostaríamos de recomendar aqui a leitura do livro A Mulher do Apocalipse (Loyola, 1995) onde procuramos sintetizar a doutrina católica sobre Maria; e o grande livro de São Luiz de Montfort, O Tratado da Verdadeira Devoção à Virgem Santíssima, afim de conhecer melhor e amar mais a Mãe da Igreja e nossa Mãe.
Prof. Felipe de Aquino

CONFIEMOS NA PROVIDÊNCIA DE DEUS


Confiemos totalmente em Deus! A experiência da confiança só acontece quando entendemos que somos filhos d'Ele. Quem não se sente filho de Deus não consegue depositar Sua confiança n’Ele.

Por seis vezes, na Palavra de hoje, Jesus nos fala sobre preocupação. O que tem nos preocupado? Nossa casa? Nossa família? Nosso trabalho? Nossos filhos? As preocupações exageradas tiram nossa vida do controle de Deus. Como dizer que o Senhor controla nossa vida se decidirmos as coisas por nós mesmos? Confiar na graça divina é dar a Deus o controle de tudo.

Quando nos preocupamos demais, não temos tempo para o Senhor nem para os irmãos ou para nós mesmos. Aprendamos a viver o presente momento. Quem é de Deus não se preocupa com o futuro, mas se prepara para ele como filhos aplicados.

Preocuparmo-nos tanto com as coisas da nossa vida faz com que não vivamos bem; ficamos angustiados e acabamos nos fechando em nossas preocupações. A preocupação nos prende, nos paralisa. Já a confiança nos lança para frente, nos coloca a caminhar. É Deus quem faz acontecer a nossa vida.

Devemos dar o nosso máximo, fazer o nosso melhor e confiar que o Altíssimo tudo faz em nossa vida. Se estiver desempregado, não adiantará ficar em casa esperando o emprego aparecer; é preciso sair do comodismo e buscar uma nova oportunidade de trabalho.

Deus precisa estar no primeiro plano de nossa vida. Será que a providência não está acontecendo, de fato, na nossa vida, porque não temos colocado o Senhor em primeiro lugar?

A Canção Nova vive da providência de Deus. Quando pedimos que vocês nos ajudem, é para que a obra de Deus aconteça. Aqui, damos o máximo de nós, mas confiamos que é o Senhor quem tudo faz. Se esta obra não fosse d'Ele, não tocaria no coração das pessoas para que ingressassem na comunidade. Quantos jovens têm o desejo de Deus, de viver a radicalidade no carisma da Canção Nova!

O Senhor nos ensina que devemos colocá-Lo no primeiro plano da nossa vida. Rezemos como Santo Inácio dizia: “Trabalhemos como se tudo dependesse de nós e confiemos como se tudo dependesse só de Deus”. Que O Espírito Santo nos ajude a confiar no Senhor, pois Ele tudo pode fazer em nossa vida.

Padre João Marcos
Sacerdote da Comunidade Canção Nova

SEJA PERSEVERANTE NA FÉ


Empenhemo-nos com perseverança no combate que nos é proposto, com os olhos fixos em Jesus, que em nós começa e completa a obra da fé” (Hebreus 12, 1b).
Para vivermos a fé e uma vida de santidade, é preciso que mergulhemos em uma experiência profunda com o Senhor. Para isso, temos de estar em oração e nos deixar trabalhar por Deus.
Não desanimemos com os problemas; ao contrário, enfrentemos as lutas do dia a dia com o coração cheio de esperança em Deus que está no meio de nós.
Meu Senhor e meu Deus, eu creio, mas aumenta a minha fé!
Luzia Santiago

ENFRENTEMOS AS DIFICULDADES SEM ESMORECER

Enfrentamos dificuldades todos os dias em nossa missão. É uma batalha espiritual! São nossos aparelhos que estragam, é a rádio e a televisão que saem do ar. Mas o Senhor nos fala: "Mesmo que seja preciso gritar sem os microfones, com rádio ou sem rádio, com TV ou sem TV, vocês não deixarão de pregar o Evangelho. Não temam, falem e não se calem, porque estou com vocês".

As pressões, os problemas e as decepções são grandes, mas sabemos que ninguém se aproximará de nós para nos fazer mal, porque a obra não é nossa, é de Deus.

Assim como Jesus foi até o fim com Sua missão, passando por dor, sofrimento e cruz, também trilharemos esses passos. A grande certeza, no entanto, é esta: Jesus ressuscitou, Ele foi vitorioso sobre os planos daqueles que queriam derrotá-Lo. Assim, nós também seremos vitoriosos.

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova